
Eu já havia abordado o tópico no post Jornalismo ainda é das carreiras mais procuradas, mesmo com jornais em crise. Agora, contudo, deu pano para mangas no blog do Knight Center esse mesmo tema intrigante.
Retomo rapidamente: se os jornais estão falindo nos EUA e na Europa, se a publicidade nas televisões despencou no mundo rico, se as demissões de profissionais de imprensa se tornaram frequentes e se as jornadas aumentaram no afã de produzir conteúdo para várias mídias, por que ser jornalista?
Sarah Lacy, colunista do blog TechCrunch, faz a mesma pergunta. E chega a uma conclusão adicional que eu não havia abordado no post acima: a concorrência às faculdades de jornalismo segue crescente, mas já dá sinais do Zeitgeist. Escreve Lacy:
"Quando pergunto a aspirantes a jornalistas onde querem estar em dez ou vinte anos, nenhum deles diz ‘New York Times ou Wall Street Journal’. Eles querem ter um blog famoso. E alguns já o têm"
Daí é uma outra questão que toma corpo: as faculdades de jornalismo estão preparadas para esse aluno e para esse treinamento e reflexão? Ou seguem atrasada no tempo, quando o bacana era ser repórter do NYT?
Como sói, ainda demora a tomar corpo no Brasil essa conversa. Aqui o bacana em geral é ser repórter da Globo. Menos para quem o é.
